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Vermes 3 - Planárias  
Artigo publicado em 10/01/2012, última edição em 08/12/2017  



Neste artigo discutiremos sobre os vermes chatos (platelmintes) de vida livre, não-parasíticos, que podem ser encontrados nos nossos aquários. Certamente o foco principal do artigo são as Planárias, com sua cabeça em forma de flecha e olhinhos, e sua incrível capacidade regenerativa. No artigo serão abordados também os Microturbelários, que alguns incluem no grupo das Planárias, outros não. Um terceiro grupo mais incomum são os Temnocefálidos, semi-sésseis, que serão vistos em outro artigo,  aqui . Este último grupo inclui os ectoparasitas de camarões ornamentais Scutariella.


Embora não sejam diretamente aparentados, na realidade pertencendo a outro filo, sugerimos a leitura do artigo sobre os Nemertinos, que frequentemente são confundidos com Planárias,  aqui .



Planárias - A Ameaça Silenciosa


Quando eu decidi ter camarões red crystal pesquisei sobre as melhores condições da água, alimentação, plantas, companheiros de aquário e tudo o que achava necessário para a criação dessas simpáticas criaturas. Comprei 10 exemplares para deixar no meu nano aquário e logo me fascinei mais ainda por seu comportamento e beleza. Demorou algum tempo para que eu conseguisse ter uma fêmea ovada, acompanhava ansiosamente a incubação dos ovos para ter os meus primeiros redzinhos.


Tinha outras criaturas no nano plantado, como caramujos Physa sp., que eu considero úteis por comerem algas, assim como os Planorbídeos. Também tinha alguns exemplares de Neocaridina davidi ("Red Cherry") e pequenas planárias, que eu nunca tive em nenhum outro aquário.




Daquelas que a gente vê nas aulas de biologia, com os simpáticos "olhinhos". Ficava interessada observando os adultos e filhotes passeando pelo aquário, aparentemente inofensivos.

Ao comentar por msn sobre esses habitantes do aquário me alertaram que as planárias comem camarões! Mas como? Não tinha acreditado muito, pois até agora os camarões estavam bem, a primeira fêmea ovada, tudo normal. Perdi um camarão ou outro e notava planárias se alimentado dos corpos, ou se alimentado de caramujos mortos, mas qualquer animal detritívoro se aproveita de animais mortos, pensei. Culpei minha própria falta de experiência com camarões.

 

Pouco tempo depois tive um desastre generalizado no aquário, logo quando tinha visto a fêmea ovada liberando os primeiros filhotinhos, perdi todos os camarões.
Desisti da criação por enquanto, mas novamente surgiu o assunto planárias X camarões.

Notei que na remontagem desse aquário, agora sem camarões, não tenho nenhuma planária. Nem em qualquer outro aquário. Resolvi pesquisar a fundo e tive a confirmação: Planárias produzem um muco com toxinas, que mata os camarões! Elas "atacam" os pobres coitados, e esperam a toxina fazer efeito, em especial camarões adoentados, fêmas ovadas e filhotes. Ou seja, camarões que ficam mais vulneráveis, parados e escondidos Quando a toxina faz efeito e o camarão morre, lá estão elas se banqueteando com o corpo!






Planárias

São vermes Platyhelminthes da classe Turbellaria, existem em ambientes terrestres e aquáticos marinhos ou dulcícolas. Duas espécies cavernícolas brasileiras foram recentemente descritas. A maioria das espécies atingem poucos milímetros ou centímetros enquanto outras podem chegar a 60 cm. Reproduzem-se por bipartição ou fecundação cruzada, são hermafroditas e os ovos são resistentes a frio, calor e seca. O hábito alimentar de grande parte das espécies é carnívoro ou necrófago. Os "olhinhos" são chamados e ocelos e tem percepção de luz, sendo muito mais rudimentares que olhos.


Embora não sejam nem um pouco bem vindas em nossos aquários, são usadas em muitos estudos científicos por causa da sua incrível capacidade de regeneração.
Justamente por causa dessa capacidade regenerativa nunca, mas jamais mesmo, corte ou esmague uma planária achando que vai se livrar dela. Elas tem uma capacidade incrível de formar outra planária a partir de um corte, o que era um problema vai virar vários. Há um registro de 1898 (T. H. Morgan) de que Planárias conseguem se regenerar a partir de um pedaço de 1/279 do seu corpo!


Uma pesquisa de Tim Henshaw do Bolton Museum (Lancashire, U.K.) indica que planárias produzem uma toxina especialmente tóxica para camarões. Elas também podem entrar nas guelras de peixes, causando irritação.
Uma planária sozinha não consegue capturar um camarão adulto saudável, mas em grande número podem adquirir uma espécie de estratégia de grupo, juntando-se em um "novelo" e atacando juntas para acumular uma grande quantidade de muco e aumentar as chances de sucesso.

Nem todas as espécies de planárias dulcícolas são nocivas a camarões, peixes e caramujos, mas fique de olho nesta, as grandes planárias da ordem Tricladida, como os do gênero Dugesia. Outro gênero bastante mencionado é o Girardia, mas a maioria dos autores o considera um sub-gênero do Dugesia.






Planárias Dugesia sp. Fotos de Chantal Wagner e Cinthia Emerich.


Seqüência de planária atacando caramujo Physa sp. Fotos de Felipe Aoki Gonçalves.

Outras imagens:






Planárias Dugesia cf. tigrina (subordem Continenticola). Fotos de Walther Ishikawa.





Outra espécie de Dugesia, talvez D. antillana
 (subordem Continenticola), fotografada em um racho de Ubatuba, SP. Foto de Walther Ishikawa.







Dugesia
sp.,
fotografadas em Paraty, RJ. Fotos de Walther Ishikawa.







Casulo (cápsula de ovos) de Dugesia sp., em uma planta coletada em Paraty, RJ. Foto de Walther Ishikawa, espécime gentilmente cedido por Giovani Valduga. Estes casulos são poliembriônicos, com até 20 filhotes (geralmente cerca de 5~6), uma mistura dos ovos fecundados dos dois indivíduos que acasalaram.





Prováveis cápsulas de ovos de planárias, fotografados sob uma rocha, em um pequeno córrego de Jundiaí, SP. Foto de Walther Ishikawa.





Outra Planária, talvez do gênero Rhodax
 (subordem Cavernicola), surgiu em um aquário em Vinhedo, SP. Foto de Walther Ishikawa.




Métodos de Combate


Aviso - Todos os métodos descritos aqui são uma compilação de experimentos de vários aquaristas. Como todo tratamento experimental, faça por sua própria conta.



pH

Planárias não toleram pH abaixo de 4.0, limpar equipamentos e vidros com uma solução ácida matará os adultos. Ovos são resistentes a este método.


Calor

Planárias são especialmente sensíveis a altas temperaturas, tirar a fauna e elevar a temperatura do aquário por 35º durante 24 horas pode resolver o problema.
Para filtros e demais equipamentos colocar em água quente (quando possível) e esfregar bem com escovas. Os ovos são resistentes a água morna, sempre que possível usar água fervente em equipamentos.


Químicos

Vermífugos veterinários e para uso humano se mostraram eficientes em eliminar planárias sem afetar os outros animais do aquário, mas todo tratamento deve ser feito com cuidado pois as doses são muito pequenas e qualquer erro pode levar a um desastre. É importante ressaltar que no caso de apresentações em comprimido em que a dose precise ser fracionada é mais seguro esmagá-lo e dissolvê-lo para depois fracionar. Pois o princípio ativo pode não estar distribuído e corre-se o risco de usar uma fração sem princípio ativo nenhum. Em todos os tratamentos convém dosar novamente depois de alguns dias, pois os ovos são resistentes.


O vermífugo mebendazol para uso humano em comprimidos de 100mg foi usado com sucesso, sendo que a dose efetiva foi de 1 mg por litro, repetida a cada 12 horas por 3 dias. Esta concentração não afetou os camarões.





O princípio ativo flubendazol mostrou ser eficiente, segundo uma de minhas fontes, a apresentação adequada a ser usada em aquários é em pó, aplica-se 0.2 grama por 100 litros de água.


Outro remédio utilizável é o fenbendazole, de nome comercial Panacur ®, vermífugo para cães. Segundo a experiência descrita em uma das minhas fontes, uma dosagem de 0,6ppm é eficiente contra hidras e planárias, sem afetar outros animais ou o filtro biológico. Para atingir essa dosagem usa-se aproximadamente 0.1 grama para 40 litros. O efeito é rápido, bastando uma aplicação para matar os adultos.


Predadores

Poucos peixes vão comer as planárias, seu muco tóxico não as torna muito atrativas. Os que irão comê-las, comerão também os filhotes de camarão. Convém deixar os peixes sem ração para incentivá-los a caçar.

Os animais que se alimentam de planárias são:

  • Pomacea sp. (Ampulárias) - opção mais segura com camarões
  • Trichopsis pumila
  • Macropodus sp. (Peixe paraíso)
  • Betta sp.
  • Pelvicachromis sp. (Kribensis)
  • Farlowella sp. (Peixe-galho)
  • Rineloricaria sp.


Remoção manual com armadilha

Planárias são facilmente atraídas com alimento, por isso pode-se construir uma pequena armadilha para capturá-las.
A idéia é pegar um pote com tampa. Fazer um furo e colocar uma espécie de funil, para que seja fácil entrar mas não seja fácil sair. Colocar algum alimento atrativo dentro, como ração, pedaço de carne. Deixar a armadilha no aquário com a luz apagada (planárias são noturnas) por no máximo uma hora para evitar decomposição.



Método Drástico

Quando nenhum método funciona, o jeito é usar uma combinação de todos, desmontando o aquário. Ferver e tratar o substrato, decorações, pedras, equipamentos, vidros. Escovando tudo muito bem para que não sobre nenhum ovo.

Como regra para todas as pragas e moléstias, o melhor remédio é a prevenção, esterilizar plantas, equipamentos e decorações antes de introduzi-las no aquário.
Espero que o artigo tenha sido útil, mantenham as planárias longe do seus camarões!

Fontes:
  Wikipedia
  Wirbellose
  FishFanatic
  Aquarticles

Informações cedidas por José Bentes, Minoru Nagayama e Gustavo Naame.





Microturbelários, na foto podem ser vistos os dois gêneros mais comuns, os Macrostomum, (cerca de 3mm), e os diminutos Stenostomum (1 mm). Há também um pequeno oligoqueta, acima. Foto de Walther Ishikawa.



Microturbelários


Dentre os vermes Platyhelminthes de vida livre da classe Turbellaria, existe um outro grupo importante para nós, aquaristas, que são os Microturbelários. Turbelários podem ser divididos em dois grandes grupos, sem associação taxonômica: os Macroturbelários que incluem ou vermes maiores (Tricladida e Polycladida), e os Microturbelários com os demais ordens (Acoela, Nemertodermatida, Catenulida, Macrostomida, Prolecithophora, Lecithoepitheliata, Revertospermata, Proseriata, Dalytyphloplanida e Kalyptorhynchia), de menores dimensões.


São chamados em alemão de Scheibenwurm ("Verme-disco"), são pequenos vermes achatados geralmente de coloração esbranquiçada e translúcida, medindo de 1,5 a 5 mm de comprimento. Algumas fontes na net chamam estes vermes genericamente de "Rhabdocoela", mas na verdade é uma denominação incompleta, este grupo se refere somente a duas ordens que compõe estes microturbelários  (Dalytyphloplanida e Kalyptorhynchia), por sinal, bem incomuns. Este primeiro inclui os Temnocefalídeos.


Como todo nome popular, há discussão se eles também podem ser chamados de "Planárias". Alguns defendem que o termo "Planária" deva ser usado somente para aqueles animais do gênero Planaria, da família Planariidae, o que inclusive exclui o gênero mais comumente referido no Brasil como "Planária" (Dugesia). Outros chamam de "Planária" todos os turbelários maiores da ordem Tricladida, que tem o aspecto tipicamente associado a este nome, como cabeça triangular e grandes ocelos. Outros autores ainda chamam de "Planária" todo verme platelminte de vida livre (não-parasita), o que incluiria os Microturbelários.


Ainda é uma grande discussão se todas os Turbelários são perigosos para pequenos invertebrados (como camarões-anões), muito destaque tem sido dado às espécies maiores, como a Dugesia, com vários relatos de predação, tanto entre aquaristas quanto em literatura científica. Mesmo entre estes vermes maiores, há alguma variação entre as diversas espécies de Planárias, algumas sabidamente não se alimentam de pequenos artrópodes (como os do gênero Planaria), mas outras (como o Dugesia, o gênero mais comum no Brasil) caçam pequenos caramujos, pequenos insetos e crustáceos. Alguns trabalhos científicos pesquisam o uso de alguns destes vermes como agentes de controle biológico de larvas de mosquito, como o da Dengue. Vale lembrar também que todas as espécies se alimentam de ovos de peixes, sendo bastante arriscado sua presença em aquários de reprodução de peixes ovíparos. 


A maioria das fontes na internet menciona os Microturbelários como sendo inofensivos aos habitantes do aquário. Porém, alguns pesquisadores suspeitam que alguns destes pequenos platelmintes (como o Macrostomum) possam ser tão ou mais perigosos do que as grandes Planárias para os camarões anões. A argumentação desses pesqusadores é bem interessante, porque (ao contrário da Dugesia), essas pequenas planárias caçam zooplâncton liberando toxinas diretamente na água. A quantidade liberada por um Macrostomídeo individual é bem pequena, e a toxina só é liberada após a presa estar bastante próxima. Porém, isto é uma comprovação de que pode haver predação (ou tentativa de predação) de filhotes de camarão por estes vermes, com risco de morte ou intoxicação. Por exemplo, veja abaixo a foto de um Macrostomum após predar um microcrustáceo. É bom lembrar também que alguns Microturbelários da ordem Rhabdocoela são bastante pesquisados como agentes de combate a mosquitos vetores de doenças, como os vermes Mesostoma e Bothromesostoma.


Aqueles da ordem Catenulida (como o Stenostomum) são quase certamente inofensivos, alguns se alimentam de debris, muitos são carnívoros mas predam somente outros vermes e animais microscópicos. Há também uma espécie  que se alimenta de outros Stenostomum. Também liberam toxinas na água, mas numa quantidade menor.



Abaixo, vejam fotos dos dois gêneros de Microturbelários mais comuns em aquários, o Stenostomum (Catenulida), que é quase certamente inofensivo, e o Macrostomum (Macrostomida), que talvez seja perigoso (somente para invertebrados bem pequenos, como larvas de alguns camarões). Os dois são bem pequenos (1 a 2 mm), e andam como se deslizassem no vidro (de forma idêntica às Planárias maiores). Muitos Stenostomum têm um "rabinho" mais fino e de cor clara, e o Macrostomum tem extremidades rombas, e muitas vezes são visíveis duas estruturas laterais ovóides (seus testículos). Confiram:  






Microturbelários Macrostomum, medindo cerca de 2~3 mm. Estas planárias liberam toxinas diretamente na água para caçar zooplâncton, veja seus pequenos ocelos nas primeiras imagens. Nas fotos podem ser vistas Copépodes, e um filhote de Dugesia. Fotos de Walther Ishikawa.





Macrostomum
, pouco após devorar um Ostracóide, microcrustáceo natante, comprovando que este animal caça zooplâncton. No primeiro destaque, um Ostracóide, com sua padronagem zebrada. No segundo destaque, o microturbelário com o estômago vazio. Fotos de Walther Ishikawa.




Grupo de Macrostomum alimentando-se de ovos de mosquitos Quironomídeos. Note os ovos visíveis no interior do verme. Pode ser visto também um Nemertino Prostomum e um besouro Hidrofilídeo. Fotos de Walther Ishikawa.



Uma informação bem importante é que estes Microturbelários não são sensíveis aos medicamentos usualmente utilizados para tratamento de Planárias, como o No-Planaria, Flubenol e Panacur. Porém, estes vermes são mais "palatáveis" do que as grandes planárias, e por este motivo, são bem incomuns em tanques com qualquer peixe ou invertebrado maior. Geralmente sua população pode ser controlada, não havendo super-alimentação.






Macrostomum, fotos gentilmente cedidas por Marcel Kanamaru.


De forma semelhante a vermes oligoquetas ("detritus worms"), pode haver explosões populacionais destes vermes microturbelários em aquários, especialmente em momentos de desequilíbrio (ciclagem, problemas na filtragem, etc). Isto ocorre mais comumente naqueles platelmintes inofensivos, como o Stenostomum, justamente porque estes se alimentam de detritos e matéria orgânica. Pode haver um aumento de outros platelmintes, como as Planárias maiores ou Macrostomum, porque estes se alimentam de outros seres cuja população aumenta nestes momentos de desequilíbrio, como oligoquetas e microcrustáceos, mas não costuma ser uma explosão populacional tão intensa. Geralmente não necessitam de nenhum tratamento especial, passado o desequilíbrio momentâneo, a população tende a diminuir sozinha.







Explosão populacional de Microturbelários
Stenostomum em um aquário. Na primeira imagem pode ser visto um pequeno caramujo Planorbídeo. Fotos gentilmente cedidas por Edmilson F. S. Junior.













Explosão populacional de Microturbelários
Stenostomum em um aquário. Fotos gentilmente cedidas por Eduardo Lima.



Pode haver dúvida também na diferenciação destes microturbelários em relação aos vermes oligoquetas comuns, nestes momentos de explosão populacional. Em geral a distinção é fácil, microturbelários costumam ser mais curtos e achatados, concentram-se nos vidros ao invés do substrato, e caminham sobre o vidro como se deslisassem, como as grandes Planárias. Outra dica é que platelmintes não conseguem nadar. Quando se raspa o vidro com estes vermes, eles ficam à deriva, até afundar lentamente. Oligoquetas e outros vermes nadarão com movimentos serpentiformes.










Numerosos
Stenostomum que surgiram em um aquário, medindo individulamente alguns milímetros, fotos gentilmente cedidas por Antonio Augusto. Na segunda imagem, podem ser vistos indivíduos alongados, se reproduzindo por paratomia.




 
Microturbelários Macrostomum e Stenostomum. Vídeos de Cláudio Moreira e Walther Ishikawa.






Somente como curiosidade, além das planárias de água doce, existem diversas espécies marinhas e terrestres, algumas com belas colorações. As imagens abaixo foram cedidas pelo biólogo Luís Adriano Funez, são animais fotografados nas serras catarinenses:










Acima, uma Geoplana burmeisteri, uma espécie bastante comum em São Paulo. Fotografada em Ubatuba, SP. Foto de Walther Ishikawa.




Provável Dolichoplana carvalhoi, uma espécie descrita originalmente no Brasil, mas provavelmente exótica, do sudeste asiático. Uma espécie excepcionalmente comprida, que preda minhocas, registros em Embu Guaçu, SP (duas primeiras fotos) e São José, grande Florianópolis, SC (última). Fotos de Marcio M. Leodegario e Elisiane Iza Drechsler dos Santos.





Bibliografia adicional:

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Chantal Wagner e Walther Ishikawa


Agradecimentos especiais aos aquaristas Marcel Kanamaru, Antonio Augusto, Edmilson F. S. Junior, Eduardo Lima e Cláudio Moreira, aos zoólogos Luís Adriano Funez e Marcio M. Leodegario, também a Elisiane Iza Drechsler dos Santos pela cessão das fotos e vídeos para o artigo. Grato também ao zoólogo Piter Kehoma Boll por valiosas informações sobre as espécies terrestres. Agrademos também a Giovani Valduga pela doação da planta com o cisto de Planária.


As fotografias de Chantal Wagner, Cinthia Emerich, Walther Ishikawa e Felipe Aoki Gonçalves estão licenciadas sob uma Licença Creative Commons. As demais fotos têm seu "copyright" pertencendo aos respectivos autores.
 
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