INÍCIO ARTIGOS ESPÉCIES GALERIA SOBRE EQUIPE PARCEIROS CONTATO
 
 
    Espécies
 
Ácaros Aquáticos  
Artigo publicado em 11/02/2012, última edição em 15/01/2018  


Ácaros Aquáticos, na foto à esquerda um Hidracarina (Ácaro Aquático Verdadeiro), e à direita um Ácaro Oribatídeo. Darkfield, magnificação de 100x. Fotos gentilmente cedidas por John C. Walsh.



Ácaros aquáticos

 

 

Os Ácaros são aracnídeos, parentes das aranhas e carrapatos. Encontrados em todos os nichos, são os mais especializados e morfologicamente diversificados de todos os aracnídeos, com formas de vida livre, parasitas e comensais. Extremamente versáteis, colonizaram desde os tapetes das nossas residências, os cílios dos seus olhos, até os solos árticos.

Água não é exceção, não é surpresa que muitos Ácaros tenham se especializado em viver em ambientes de água doce (e marinhos). São encontrados desde próximos à superfície, em plantas aquáticas, ou em detritos em meio ao substrato. Podem ser predadores ou herbívoros, alimentando-se de debris orgânicos ou se especializando em consumir fungos, parasitando insetos na sua fase adulta, ou simplesmente usando-os como carona para procurar novos habitats.

Existem três tipos principais de Ácaros de água doce: os Ácaros Aquáticos Verdadeiros (Hydracarina), os Oribatídeos e os Ácaros Marinhos (Halacaridae, com raras espécies que vivem em água doce). São animais com aspecto e comportamento distintos. Existem algumas raras exceções aquáticas nos outros grupos de ácaros, mas são basante incomuns. 

        Outro artrópode frequentemente confundido com Ácaros são os Colêmbolos. Diferente dos Ácaros, são animais epineustônicos que vivem sobre a superfície da água, sem afundar. Mais informações podem ser vistas  aqui .

 

 


Ácaro Aquático Limnesia maculata, uma fêmea medindo 1,8 mm, junto a ovos de peixes. Fotografado em uma lagoa dos Países Baixos, este gênero também ocorre no Brasil. Foto de Gerad Visser.



Taxonomia

 

Calcula-se entre 500.000 e 1.000.000 o número total de espécies de Ácaros (Acarina) em todo o mundo. No passado, ao longo da evolução da ciência taxonômica, tentou-se agrupar todos os Ácaros Aquáticos Verdadeiros em uma subordem chamada de Hydrachnida, Hydrachnidia ou Hydrachnellae. Estes nomes são contrações de Hydro: água, arachnida: aranha, significando simplesmente aranhas-d´água, ou pequenas aranhas-d´água (‑ellae). Esta subordem também era chamada de Hydracarina, um termo ainda bastante usado informalmente. Em sentido restrito, quando se fala em “Ácaro de água doce”, refere-se aos Ácaros deste grupo. São conhecidas mundialmente cerca de 2.800 espécies, com 332 espécies descritas no Brasil.

Eventualmente, alguns autores incluíam neste grupo os Ácaros Marinhos Halacaridae. Mas a tendência atual é agrupar estas espécies em outra subordem, Anystina, juntamente com espécies semelhantes terrestres. Os Halacaridae da superfamília Halacaroidae são ácaros talassobiontes (totalmente adaptados a ambientes marinhos, literalmente: ácaros de sal), encontrados desde praias arenosas até mares abissais. Poucas espécies deste grupo vivem em água doce. São ácaros pequenos (0,5 mm ou menos), com uma aparência peculiar. Muitas outras famílias têm representantes marinhos, mas esta superfamília é, de longe, a mais numerosa.

E existe um terceiro grupo de Ácaros aquáticos, os Oribatei. É um grupo essencialmente terrestre, mas cerca de 90 espécies de Oribatidae (menos de 1%) são verdadeiramente aquáticos, com reprodução e todos os seus estágios em água doce, como o gênero HydrozetesO número de espécies aquáticas neotropicais descritas é de 21, de 7 gêneros. São Ácaros pequenos e globulares de coloração marrom avermelhada, que rastejam lentamente em plantas e musgos aquáticos. Vale destacar que muitas espécies terrestres podem ser encontradas eventualmente em ambientes aquáticos, por habitarem locais marginais e sujeitas e inundações, onde podem sobreviver por longos períodos. Da mesma forma, espécies aquáticas suportam longos períodos de dessecação. 


A ordem Prostigmata (ou Trombidiformes) é um táxon muito diversificado, contendo mais de 1.100 gêneros e 14.000 espécies nomeadas, inclui formas parasitas e de vida livre. O esquema abaixo mostra o quanto os Ácaros aquáticos são próximos filogeneticamente dos Carrapatos. Mais próximos ainda são os Ácaros-de-poeira comuns e o Ácaro que causa a Sarna, Sarcoptes scabiei, que dá nome à superfamília Sarcoptidae (e à ordem Sarcoptiformes). Todos estes Ácaros guardam somente uma vaga semelhança com as Aranhas, a maioria deles é somente uma forma globosa microscópica com pernas bem curtas.

Trombidiforme significa “em forma de coágulo”. Assim como os Carrapatos, os Ácaros terrestres e aquáticos deste grupo são parasitas também. Mas, diferente dos Carrapatos, os adultos não se alimentam de sangue, mas as larvas se fixam ao hospedeiro para dissolver algum tecido corporal para se alimentar.

 








Ácaros Oribatídeos (Brachypylina) em um aquário. Fotos e vídeo de Harold Vos.



Ácaro Marinho, fotografado na Ilha Itaçucê, São Sebastião (SP). Foto de Fabiane Gallucci, Gustavo Fonseca e Maikon Di Domenico.

Foto acima extraída do banco de dados  Cifonauta  (CEBIMar - USP).




Anatomia

 

           Diferente das aranhas, os Ácaros não têm o corpo separado em cefalotórax e abdômen, mas um corpo não-segmentado resultante da sua fusão, geralmente arredondado ou em forma de saco. Algumas espécies têm o corpo bastante flácido e informe, podendo sofrer um colapso fatal quando retirados da água. Outros são mais rígidos, podendo ter uma cutícula blindada, dura e bastante esclerotizada.

Ácaros aquáticos não possuem profundas adaptações para sua vida subaquática, lembrando bastante seus equivalentes terrestres. Seu corpo é chamado de idiossoma, e a pequena porção anterior com os apêndices e peças bucais é chamada de gnatossoma. As quelíceras são retraídas, e geralmente pouco visíveis. Os palpos têm dimensões, aspecto e funções bem variáveis entre os Ácaros, por vezes são longos e podem ser confundidos com pernas. Para a identificação de espécies de Ácaros, é uma peça fundamental. Possuem oito pernas, que são longas e finas nos Hidracarina, muitos com cerdas ou tufos de pelos que auxiliam na sua natação.

Não possuem pulmões, mas traquéias finas e bastante ramificadas, semelhante aos insetos. Absorvem oxigênio da água diretamente através da pele. Ácaros aquáticos nunca vêm à superfície para respirar, mas apesar disto suas traquéias são preenchidas com ar.


 


Ácaro Aquático Hydrachna cf. conjecta, um Ácaro grande (2,5 mm), fotografado em uma lagoa dos Países Baixos. Se alimenta de ovos de hemípteros, este gênero também ocorre no Brasil. Foto de Gerad Visser.



Ácaros Aquáticos Verdadeiros (Hydracarina)

 

Os Hydracarina (Ácaros verdadeiros) têm o corpo esférico, lembrando bastante os carrapatos comuns após alimentação. Muitas espécies são nadadoras, com finas cerdas nas suas pernas. Podem ser confundidos com Ostracóides, por serem esféricos, e nadarem de uma forma bem parecida. Alguns Ácaros atingem pouco mais que 1 mm, muitos são microscópicos. Cores variadas, muitas espécies têm uma coloração vermelho vivo, a teoria mais aceita é que seja uma coloração de alerta (aposemático), por terem sabor desagradável, mas alguns autores acreditam que pode ser uma herança de espécies terrestres, o pigmento tendo um papel fotoprotetor.

Ácaros Aquáticos Verdadeiros são todos carnívoros, com larvas parasitárias, adultos e ninfas sendo predadores. Caçam microcrustáceos e larvas de insetos, agarram suas presas com as peças bucais, e com sua boca semelhante a uma agulha hipodérmica, injetam enzimas proteolíticas e sugam seus fluidos vitais. Ácaros aquáticos não oferecem qualquer perigo ao aquarista, nem tampouco para peixes ornamentais, usam somente artrópodes como hospedeiros. Em teoria, pode haver predação de filhotes de camarões ornamentais.

São bem mais raros como visitantes dos nossos tanques, mas eventualmente podem ser trazidos junto com plantas ornamentais. Entretanto, ao contrário dos Oribatídeos, não conseguem estabelecer populações estáveis nos aquários, porque estes Ácaros não conseguem completar seu ciclo de vida complexo dentro do aquário, morrendo sem deixar descendentes.











Ácaros Hydracarina, fotografados em Vinhedo, SP. Fotos de Walther Ishikawa.








Ácaro Aquático Limnesia fulgida, macho medindo 1,4 mm, fotografado nos Países Baixos. Este gênero também ocorre no Brasil. Fotos de Gerad Visser.







Ácaro Aquático Limnesia cf. marmorata, fêmea de 1,9 mm, fotografado nos Países Baixos. Este gênero também ocorre no Brasil. Fotos de Gerad Visser.









Diminutos Ácaros Hydracarina, coletados em Vinhedo, SP. Nas fotos são vistos ostracóides e copépodes. Fotos de Walther Ishikawa.




Ácaros aquáticos que surgiram em um aquário. Vídeo cortesia de Jonathan Santos.














Minúsculos Ácaros Hydracarina, coletados em uma poça d´água formada em uma depressão rochosa às margens de um rio em Amparo, SP. Fotos de Walther Ishikawa.


 

Ácaros Hidracarina têm um ciclo de vida complexo e fascinante, com quatro fases adicionais entre o ovo e o adulto, totalizando seis fases distintas. Ácaros têm fases dormentes entre seus instars, um recurso que ajuda estes animais a sobreviverem em condições ambientais hostis. Alguns podem sobreviver mesmo com uma desidratação completa do seu corpo. E cada um dos diferentes instars se especializou numa dieta específica, uma interessante ferramenta evolutiva para que as diferentes fases não compitam entre si por alimento. O ciclo varia de espécie para espécie, mas em linhas gerais, o padrão é o seguinte:


Cópula: Difere bastante entre as espécies. Em geral, o macho se atraca à fêmea com estruturas prenseis nas suas pernas, ou até mesmo com uma substância viscosa semelhante a uma cola. O sêmen é transferido num pequeno envelope, o espermatóforo. Em muitas espécies o macho insere este pacote no poro genital da fêmea, eventualmente usando alguma estrutura especializada no tarso do terceiro par de pernas. Em outras espécies o espermatóforo é fixo a algum substrato (como uma folha ou pedra) com uma cola, e a fêmea a insere no seu poro genital, sozinha ou conduzida pelo macho.


Ovo: Em algumas espécies, várias fêmeas se unem depositando milhares de ovos em conjunto, cobrindo-os com uma secreção que se enrijece, formando grandes placas lisas sobre plantas aquáticas e outros substratos. Outras espécies botam pequenas cápsulas de ovos não recobertas, ou injetam seus ovos em plantas submersas. O número de ovos varia bastante, de dez a alguns milhares. Dentro do ovo uma segunda membrana se forma, que envolve o estágio prolarval, semelhante a um embrião da larva.


Larva: A larva que sai do ovo não lembra em nada o animal adulto, tendo seis pernas ao invés de oito, e grandes peças bucais usadas para se ancorarem aos insetos que parasitam, muitas vezes sendo confundidos com insetos. Se não encontram um hospedeiro adequado, morrem em cerca de duas semanas. A taxa de sucesso é baixa, a maioria das larvas morre sem encontrar um hospedeiro. Larvas de algumas espécies como os Hydrodroma surgem aos milhares na superfície da água, onde se movem incrivelmente rápidos, como um enxame de pequeninos pontos vermelhos, tentando encontrar um inseto aquático. Estas larvas conseguem saltar vários centímetros, uma distância enorme se lembrarmos de seu diminuto tamanho. Outras espécies sobem em plantas aquáticas, ou nadam procurando insetos submersos. Qualquer inseto aquático pode ser parasitado, como hemípteros, besouros, larvas de mosquitos e ninfas de libélulas. As larvas se aderem ao corpo, pernas ou asas destes insetos.


Estágio de Ninfocrisálida (ou Ninfofane): Depois que a larva consegue encontrar seu hospedeiro, suas pernas se deterioram e involuem, o Ácaro adquirindo um formato de pêra/gota, bulbo ou saco, geralmente de cor avermelhada. Há alguma especificidade em relação à espécie de Ácaro e o tipo de hospedeiro, com algumas espécies adaptadas a parasitar insetos aquáticos, outras a parasitar formas adultas (não-aquáticas) destes insetos. Espécies que vivem abaixo das asas de besouros ou hemípteros adquirem uma forma achatada. Sugando fluidos corporais ou digerindo tecidos, estes sacos crescem progressivamente, até que a ninfa no seu interior pode ser vista através da membrana transparente. Ao final a ninfa rompe o envoltório e se liberta. O parasitismo de insetos voadores traz a vantagem adicional de aumentar a dispersão destes animais.


Ninfa (ou Deutoninfa): A Ninfa lembra bastante o Ácaro adulto, se alimentando das mesmas presas. Porém, é um estágio imaturo, sem um desenvolvimento completo dos órgãos reprodutores. Depois de alguns dias a Ninfa se fixa a alguma planta aquática usando suas quelíceras, e entra em uma nova fase quiescente.


Estágio de Tritoninfa (ou Teleiocrisálida, ou Teleiofane): Parece somente que o Ácaro está descansando fixo a uma planta, mas é uma fase latente onde ocorre o desenvolvimento final, com maturidade sexual. Semelhante a uma ninfa de libélula ou cigarra, terminado o desenvolvimento, o adulto (chamado de Imago) rompe a pele da Tritoninfa e emerge.



Ácaro Aquático Arrenurus cf. buccinator, um înteressante gênero com evidente dimorfismo sexual, o macho à esquerda e a fêmea à direita, ambos medem cerca de 1,3 mm. Fotografado nos Países Baixos, mas este gênero também ocorre no Brasil. Fotos de Gerad Visser.



Minúsculo Ácaro Hydracarina de longas pernas, fotografado em Paraty, RJ. Fotos de Walther Ishikawa.



Ninfas de Ácaros Aquáticos parasitando um Barqueiro. Foto de Gerad Visser.


Existe um interessante grupo dentre os Hidracarina, que é a família Unionicolidae. É uma numerosa família cosmopolita, mais da metade das espécies conhecidas parasitam moluscos bivalves, e apenas cinco espécies estão associadas exclusivamente a gastrópodes. Esses ácaros permanecem a maior parte de seu ciclo de vida na cavidade do manto dos moluscos e se alimentam do muco e da hemolinfa de seus hospedeiros. Espécies brasileiras são pouco estudadas, recentemente (2005) foi descrita uma primeira espécie brasileira de Unionicola sp. parasitando caramujos Pomacea canaliculata e Pomacea scalaris (Ampulárias) no Mato Grosso do Sul.

 

 

 

Ácaros Oribatídeos

 

            A ordem/subordem Oribatida é constituída por um grupo cosmopolita e muito diversificado de ácaros, com 9.000 espécies (550 no Brasil) em cerca de 170 famílias. Os Oribatida variam em tamanho de 0,1 a 3,0 mm, embora a maioria apresente entre 0,3 e 0,7 mm. São de movimentação lenta, geralmente bem esclerotizados e escuros na fase adulta, motivo pelo qual também são denominados “ácaros besouros” ou “ácaros de armadura”. Possuem o corpo mais achatado e alongado do que os Hidracarina, lembrando mais insetos. Algumas espécies mostram acentuado dimorfismo sexual, outros uma grande variabilidade morfológica, gerando muita confusão na sua identificação e classificação.

            De vida livre, habitam principalmente as camadas superficiais do solo, atuando como importantes componentes de cadeias alimentares envolvidas na ciclagem da matéria orgânica, sendo por este motivo chamados de “soil mites” em inglês. Colonizam praticamente todos os ambientes terrestres, particularmente florestas, pradarias e pastagens. A maioria das espécies é generalista, alimentando-se preponderantemente de fungos e de vegetais em decomposição. O ciclo de vida de Oribatídeos se caracteriza por um lento crescimento, potencial reprodutivo baixo, iteroparidade e longa expectativa de vida.

            Algumas poucas espécies podem ser encontradas também em ambientes aquáticos, geralmente em água doce, mas alguns também em estuários, manguezais e litorais marinhos. Semelhante às espécies terrestres, são animais de substrato, sem capacidade natatória, diferente dos Ácaros Verdadeiros. Muitas vezes pequenas populações destes animais vivem em regiões intersticiais de aquários densamente plantados. Alguns gêneros descritos em aquários são Trimalaconothrus, Histiostoma, Tyrophagus, Limnohalacarus e Hydrozetes. Este último é um gênero bastante comum em aquários, rastejando lentamente no substrato, sobre plantas e musgos aquáticos. A maioria das espécies aquáticas se reproduz por partenogênese, e pode haver explosões populacionais em aquários desequilibrados, de forma semelhante a vermes e caramujos. Todos apresentam as habituais seis fases de desenvolvimento dos ácaros.









Ácaros Oribatídeos (Brachypylina) em um aquário. Nas fotos, podem ser vistas também caramujos Planorbídeos, e alevinos de Fundopanchax gardneri nigerianus. As imagens foram tiradas pouco após a alimentação dos alevinos com microvermes, que também podem ser vistos nas fotos. Fotos e vídeo de Harold Vos.



            Na sua maioria são animais detritívoros ou herbívoros, entretanto, alguns artigos científicos recentes têm descrito algumas espécies parasitárias de oribatídeos da família Anoetidae, com pequenos animais aderidos à superfície corporal o a guelras de peixes, como Oscar, Discos, Bandeiras e outras espécies. Existem casos registrados também com Pangasius, além de diversas espécies de peixes não-ornamentais. Podem levar à morte do peixe, com invasão de órgãos internos, há casos documentados de colonização maciça de guelras e do interior de bexiga natatória pelo Ácaro Histiostoma. Outros gêneros com Ácaros parasitas descritos são Hydronothrus e Schweibea.

            Ainda há dúvida se estes Ácaros são parasitas estritos, mas situações de superpopulação em aquários por estes Ácaros parece estar relacionado a um comportamento parasitário. Desta forma, é questionável se toda população destes Ácaros em aquários precise ser tratada, a opinião corrente é de que geralmente estes seres façam parte da população intersticial de muitos aquários. Havendo parasitismo, alguns trabalhos sugerem o tratamento com inseticidas, como o Neguvon® (trichlorfon) numa dose de 1g por 2000 L, em dois tratamentos num intervalo de uma semana.




Ácaros Oribatídeos (provável Macropylina) que colonizaram o interior do filtro. Foto de Anna Carol Catan.



Ácaros Oribatídeos. Foto cedida por Sérgio K. Saruwataru.











Ácaros Oribatídeos (provável Macropylina) no aquário, talvez duas espécies. Na segunda foto, uma régua à esquerda para escala. São visíveis também Copépodes Ciclopóideos e vermes Aeolosomas. Fotos de Walther Ishikawa.




Ovos de ácaros Oribatídeos (provável Macropylina) no aquário. Um adulto também é visto à esquerda. Foto de Walther Ishikawa.




Ácaro Oribatídeo (Brachypylina) no aquário, note a escala de tamanho em relação ao filhote de camarão com cerca de dez dias de vida. Foto de Juan Andrés Luque Reyes.






Bibliografia:

  • Forneris L. 1999. Ácaros. In: Ismael D, Valenti WC, Matsumura-Tundisi T, Rocha, O. Biodiversidade do estado de São Paulo, Brasil. Invertebrados de Água doce- FAPESP, 4: 86-90.
  • Olmeda AS, Blanco MM, Pérez-Sánchez JL, Luzón M, Villarroel M, Gibello A (2011) Occurrence of the oribatid mite Trhypochthoniellus longisetus longisetus (Acari: Trhypochthoniidae) on tilapia Oreochromis niloticus. Dis Aquat Org 94:77-81.
  • Fain A, Lambreachts L.  1987.  Observations on the acarofauna of fish aquariums. 1. Mites associated with Discus fish. Bulletin & Annales de la Societe Royale Belge d'Entomologie. 123:87-102.
  • Fain A, Lambrechts L, Wauthy G.  1988.  Observations on the acarofauna of fish-aquariums. 3. Presence of Hydrozetes lemnae (Coggi, 1899) (Cryptostigmata) in aquariums in Belgium. Bulletin & Annales de la Societe Royale Belge d'Entomologie. 124:255-256.
  • Fain A, Lambrechts L, Wauthy G.  1990.  Observations on the acarofauna of fish aquariums 4: a new Trimalaconothrus, T. aquatilis sp. n. (Malaconothridae, Oribatida) from an aquarium containing angel fishes. Bulletin de l'Institut Royal des Sciences Naturelles de Belgique Entomologie. 60:103-107.
  • Halliday, R.B., and Collins, R.O. (2002). Histiostoma papillata sp. n. (Acari: Histiostomatidae), a mite attacking fish in Australia. Australian Journal of Entomology 41: 155 - 158.
  • Fain A, Lambrechts L & Belpaire C. 1986a. Acariasis, a new parasitic disease of aquarium fishes. Tropical Fish Hobbyist 34, 76.
  • Pepato AR, Tiago CG. Revisão sinóptica das espécies brasileiras de ácaros marinhos. Biota Neotrop. 2004; 4(2): 1-7.
  • Wade S, Corbin T, McDowell LM. (2004). Critter Catalogue. A guide to the aquatic invertebrates of South Australian inland waters. Waterwatch South Australia.
  • Carvalho AN. Ácaros (Acari: Oribatida) e fitonematóides (Nematoda) associados a Brachiaria umidicola em pastagens de ovinos no Sul da Bahia. Dissertação apresentada à Universidade Estadual de Santa Cruz, para obtenção do título de Mestre em Produção Vegetal. Área de concentração: Proteção de Plantas. Ilhéus, 05 de março de 2012.
  • Borghesan TC, Maia RC, Piacenti AK, Paiva F. Ácaros aquáticos Unionicula sp (Acari: Unionicolidae) em caramujo do gênero Pomacea sp no Mato Grosso do Sul, Brasil. In: VII Congresso de Ecologia do Brasil, 2005, Caxambu, 2005.
  • http://www.skepticalaquarist.com/hydrachnidia
  • http://sunsite.ualberta.ca/Projects/Aquatic_Invertebrates/?Page=23
  • Pfingstl T. The marine-associated lifestyle of ameronothroid mites (Acari, Oribatida) and its evolutionary origin: a review. Acarologia. 2017;57(3):693–721.
  • Schatz H, Behan-Pelletier VM. 2008. Global diversity of oribatids (Oribatida: Acari: Arachnida). Hydrobiologia 595: 323-328.
  • Cheng L (ed) Marine Insects. North Holland, Amsterdam, 581p.
  • Proctor HC, Garga N. Red, distasteful water mites: did fish make them that way? Exp Appl Acarol. 2004;34(1-2):127-47.
  • Pfingstl T. The marine-associated lifestyle of ameronothroid mites (Acari, Oribatida) and its evolutionary origin: a review. Acarologia. 2017;57(3):693–721.




Agradecimentos aos aquaristas Sérgio K. Saruwataru, Anna Carol Catan, Jonathan Santos, Storm Vos-Browning (Canadá) e Juan Andrés Luque Reyes (Espanha) por valiosas informações, e pela cessão de fotos e vídeos para o artigo. As fotos do aquário de Storm foram tiradas por seu irmão, Harold Vos, ao qual também agradecemos. Os dois mantêm interessantes blogs de assuntos relacionados, respectivamente  Stormidae  Borneodaya . Agradecemos também a John C. Walsh ( Micrographia , EUA) pela cessão das fotos para o artigo.

Agradecimentos especiais também a Gerad Visser (Países Baixos), pela cessão das fotos de Hidracarina, muitas informações da nossa página é baseado no seu site,  Microcosmos , incluindo sua revisão sobre taxonomia.





As fotografias de Walther Ishikawa, Harold Vos, e do site   Cifonauta  estão licenciadas sob uma  Licença Creative Commons . As demais fotos têm seu "copyright" pertencendo aos respectivos autores.

 
« Voltar  
 

Planeta Invertebrados Brasil - © 2018 Todos os direitos reservados

Desenvolvimento de sites: GV8 SITES & SISTEMAS